Oncologia pediátrica

Hemangioma

Os hemangiomas são os tumores mais comuns na infância, ocorrendo em 3 a 10% das crianças no primeiro ano de vida. Existe uma predileção pela raça branca e pelo sexo feminino. Outros fatores de risco identificados são a…

Acervo editorial

Hemangioma

HEMANGIOMA

Os hemangiomas são os tumores mais comuns na infância, ocorrendo em 3 a 10% das crianças no primeiro ano de vida. Existe uma predileção pela raça branca e pelo sexo feminino. Outros fatores de risco identificados são a prematuridade, muito baixo peso ao nascimento (<1500g) ou história familiar. Embora possam ter qualquer localização, os locais mais frequentemente afetados são a cabeça e o pescoço, seguido do tronco e extremidades. Os hemangiomas podem ser classificados quanto à profundidade da lesão em superficiais, profundos ou mistos.

Habitualmente, a lesão encontra-se ausente ao nascimento, podendo existir uma lesão precursora em 50% dos casos. Cerca de 90% dos hemangiomas vão tornar-se evidentes no final do primeiro mês de vida. A fase de crescimento rápido é habitualmente mais pronunciada nos primeiros 3 a 6 meses de vida prolongando-se habitualmente até aos 9 – 12 meses. Após um período de estabilização, involui lentamente, manifestando-se por alteração da coloração na região central da lesão. Estima-se uma taxa de regressão aproximadamente 10% por ano. Assim, cerca de 50% das lesões regridem total ou parcialmente até os 5 anos e 90% até aos 9 anos.

TRATAMENTO

A maioria tem evolução favorável com regressão espontânea, sendo recomendada uma atitude conservadora, com acompanhamento periódico preferencialmente com documentação fotográfica e discussão com os responsáveis sobre as vantagens e eventuais desvantagens das opções terapêuticas disponíveis. No entanto, 10 a 15% dos casos, incluindo os HI segmentares, com complicações locais ou em localizações com risco vital, funcional ou estético significativo, necessitam de tratamento, que poderá ser realizado por meio de medicações via oral, chegando, até mesmo, ao tratamento cirúrgico quando próximos a orifícios naturais que venham a trazer prejuízos funcionais ao paciente, como olhos, cavidade nasal ou oral.

Cirurgia Pediátrica

Orientação importante

Este conteúdo tem finalidade educativa e preserva o material editorial fornecido pela Dra. Gabriela. Recomendações individuais dependem de consulta e avaliação médica.

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