Cirurgia neonatal

Cistos ovarianos em bebês

Muitos cistos identificados ainda na gestação regridem, mas tamanho, aspecto e evolução definem o acompanhamento.

Em poucas palavras

O que é?

Cistos ovarianos podem ser vistos no ultrassom pré-natal ou nos primeiros meses de vida. Em geral são benignos e assintomáticos, porém alguns podem crescer, sangrar, romper ou torcer o ovário.

Observe com calma

Sinais mais comuns

  • Achado de massa abdominal no ultrassom da gestação
  • Aumento do volume abdominal
  • Dor ou irritabilidade sem outra explicação

Atenção

Procure atendimento sem demora se houver:

  • Dor súbita e intensa ou choro inconsolável
  • Vômitos repetidos e barriga distendida
  • Piora rápida do estado geral do bebê

Na dúvida sobre a gravidade, priorize uma avaliação presencial.

Avaliação individual

Como é feito o diagnóstico?

A ultrassonografia acompanha o tamanho e o aspecto do cisto e ajuda a diferenciá-lo de outras alterações abdominais ou do trato urinário.

Como pode ser tratado?

Cistos pequenos e simples podem ser observados com ultrassons seriados. Cistos grandes, complexos, sintomáticos ou com suspeita de torção podem precisar de cirurgia, com planejamento voltado à preservação do ovário sempre que possível.

Perguntas frequentes

Dúvidas de outras famílias

Todo cisto precisa ser operado?

Não. Muitos diminuem espontaneamente. A decisão depende do tamanho, da aparência no ultrassom, dos sintomas e da evolução.

O acompanhamento começa ainda na gestação?

Pode começar. O pré-natal ajuda a organizar a avaliação do bebê e os exames depois do nascimento.

Do acervo editorial

Outras informações sobre o tema

Cistos ovarianos fetais são as mais frequentes massas abdominais em fetos e em recém-nascidos do sexo feminino. A incidência de cistos ovarianos, diagnosticados no período pré-natal, é de 1 em 2500 nascidos vivos. Em sua maioria, são pequenos, unilaterais, benignos e assintomáticos, além de regredirem espontaneamente durante a gestação ou nos primeiros meses de vida. Contudo, podem levar a várias complicações, como hemorragia, ruptura, torção, obstrução intestinal, necrose, compressão do trato urinário, compressão da veia cava, polidrâmnio, perda do parênquima ovariano e até cisto de encarceramento no canal de Nuck.

Embora não exista um consenso sobre o manejo dos cistos ovarianos em recém-nascidas, os cistos grandes e complexos são controlados por intervenção cirúrgica. Já os cistos assintomáticos, simples ou não (menos de 5cm), podem ser observados com acompanhamento regular do desenvolvimento da lesão com ultrassonografia até sua resolução completa, sendo que o prazo de acompanhamento da resolução varia entre 6 e 10 meses. Em cistos que precisam ser retirados, dependendo das características clínicas ou da ultrassonografia pós-natal, a cirurgia pode ser feita no período neonatal ou mais tarde, quando o cisto se torna sintomático.

O diagnóstico é preferencialmente feito pelo exame de ultrassom, entretanto, deve ser feito o diagnóstico diferencial de outros cistos abdominais, sendo que os mais comuns são anormalidades do trato gastrointestinal, cisto meconial, cistos mesentéricos e defeitos do trato genitourinário.

A escolha de tratamento pode variar a depender do monitoramento feito em exames de imagem e do tamanho do cisto. Pode ser uma conduta expectante, aspiração intrauterina e cirurgias neonatais. O diagnóstico precoce favorece o tratamento, diminuindo as consequências do cisto ovariano, além de contribuir para não haver complicações graves e, consequentemente, piora do prognóstico da doença.

Cirurgia Pediátrica

Material educativo

Conteúdo adaptado para linguagem acessível a partir do acervo editorial e de referências especializadas. Não substitui avaliação individual.

Acervo editorial da Dra. Gabriela Zanolla — Cistos ovarianos em bebês ↗

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